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Definição
É a presença de dois ou mais fetos dentro ou fora da cavidade uterina.

Gêmeos
É o tipo de gestação múltipla mais frequente e significa a presença de dois fetos na cavidade uterina.

Os gêmeos podem se originar de duas maneiras:
1. A partir de 2 zigotos = dizigóticos, não idênticos ou fraternos.
2. A partir de 1 zigoto = monozigóticos ou idênticos.

Frequência natural de gêmeos: 1/90 gestações; 2/3 deles são gêmeos dizigóticos.

Essa frequência mostra diferenças raciais e aumenta com a idade, sendo maior após os 39 anos. Já a frequência de monozigóticos é constante e não depende de idade ou raça.
Há tendência à repetição para gêmeos dizigóticos numa mesma família. Se no primeiro nascimento houve gêmeos, uma repetição desse fato ou alguma outra forma de nascimento múltiplo é 5 vezes mais frequente que na população geral.

Gêmeos Dizigóticos
Resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides, portanto, não são mais parecidos, geneticamente, que dois irmãos ou irmãs nascidos em épocas diferentes. Podem ou não ser do mesmo sexo. Há sempre duas “bolsas” e duas placentas, embora as placentas possam se fundir. Do ponto de vista obstétrico representam menor risco na evolução da gestação, pois constituem unidades feto-placentárias independentes, sendo independentes com relação ao suprimento de oxigênio e nutrientes.

Gêmeos Monozigóticos
Resultam da fertilização de um óvulo por um espermatozóide, portanto são do mesmo sexo, geneticamente idênticos e muito semelhantes na aparência física. Possuem uma placenta comum e podem estar em bolsas diferentes ou na mesma bolsa. Representam cerca de 1/3 dos gêmeos naturais. Representam alto risco na evolução da gestação, pois dois fetos compartilham a mesma placenta e, muitas vezes, não recebem oxigênio e nutrientes de forma igual. Nos casos em que o compartilhamento da placenta é desigual, com frequência surgem quadros de Retardo de Crescimento Intra-Útero (RCIU). Outras vezes, em 5 a 20% dos casos, há grandes junções arterio-venosas placentárias entre esses gêmeos, ocasionando a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), caracterizada por um dos fetos ser o transfusor de sangue e o outro ser o receptor desse sangue. Se esse fato acontece antes da 14ª semana e de forma aguda, um feto logo ficará anêmico, sofrendo graves consequências, e o outro ficará pletórico (com excesso de sangue), também com sérias consequências para seu desenvolvimento. No entanto, se a síndrome se estabelece após a 26ª semana, período em que o feto já tem condições de sobreviver fora do útero, algumas alternativas de tratamento existem e o prognóstico obstétrico pode ser melhor.

Gêmeos Interligados
Se o disco embrionário não se divide completamente, vários tipos de gêmeos interligados podem se formar. Estes são denominados de acordo com as regiões em que estão ligados:

Por exemplo: Toracópagos – indica haver uma união ventral entre os gêmeos a nível do tórax. Também representam alto risco obstétrico.

Triplos
Frequência natural de Triplos 1/7600 gestações.

Podem ser originados de três maneiras:
1. A partir de um só zigoto = serão idênticos e do mesmo sexo.
2. A partir de dois zigotos sendo que um deles se divide formando a terceira criança.
3. A partir de três zigotos diferentes.

Combinações similares ocorrem em quádruplos, quíntuplos, sextuplos, séptuplos e assim por diante. Tipos de nascimentos múltiplos maiores que os triplos são raros, contudo têm ocorrido com mais frequência nos últimos anos, devido ao uso de indutores da ovulação e da aplicação das técnicas de reprodução assistida.

Apenas 1/3 dos trigêmeos nascidos na atualidade vêm de gestações naturais.

As gestações trigemelares ou de maior ordem também constituem alto risco obstétrico, pois em 100% dos casos o parto é prematuro, em geral, em torno de 31-32 semanas. Contudo a incidência de prematuridade extrema (nascimento abaixo de 31 semanas ou com menos de 1500 g) é muito elevada, aumento-se assim, o risco neonatal (maior frequência de sequelas neurológicas e pulmonares).

Curiosidade: Outros tipos de gemelação

Superfetação
É a implantação de um ou mais blastocistos no útero que já contém um embrião em desenvolvimento. Esse fenômeno, comum em alguns mamíferos, foi relatado na espécie humana, mas não foi comprovado. Tal condição é muito pouco provável porque a ovulação é impedida tão logo ocorra a implantação de um blastocisto.

Superfecundação
É a fertilização de dois óvulos, mais ou menos ao mesmo tempo, por espermatozóides de dois machos diferentes. Esse fenômeno ocorre em alguns mamíferos, já foi relatado na espécie humana, porém, também não foi comprovado.

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