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Gravidez Múltipla

Também chamada de gestação múltipla, prenhez múltipla ou gestação multifetal. São as gestações de gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos, quíntuplos, e de maior ordem. As gestações múltiplas aumentam o risco materno-fetal exponencialmente para cada feto adicional.

Estudos feitos na Inglaterra e França, mostram que a maioria dos gemelares ainda ocorre de forma natural – mais da metade deles. No entanto, mais de 2/3 dos trigêmeos e outros múltiplos de maior ordem ocorre devido à indução da ovulação com gonadotrofinas e/ou citrato de clomifeno (50%) e à reprodução assistida – fertilização in vitro e inseminação intrauterina de espermatozoides (50%).

Embora a medicina perinatal tenha evoluído muito nos últimos anos, há um risco 12 vezes maior de morbidade perinatal (complicações e doenças fetais no período de nascimento) e um risco 18 vezes aumentado de danos cerebrais em gestações triplas, além do alto custo social e dos problemas familiares subsequentes. Os custos hospitalares de UTI Neonatal para bebês nascidos com peso até 1 Kg (o que é frequente em gestações triplas ou de maior ordem) são da ordem de R$ 300 mil reais por bebê para uma média de 128 dias de internamento, para aqueles bebês que sobrevivem.

Como evitar a gestação múltipla?

Atenção aos princípios de monitorização do ciclo induzido com gonadotrofinas.

Usar protocolos de baixa dosagem com baixo incremento de dose (step-up), que reduzem a chance de gravidez por ciclo, embora experiências mais recentes demonstrem altas taxas cumulativas de gravidez com baixa taxa de prenhez múltipla. A transferência de menor número de embriões também pode contribuir para a redução da incidência de triplos e quádruplos. Em nossa experiência própria na clinica FGO as gestações de trigêmeos são muito raras há mais de 5 anos após adotarmos uma política de transferir o máximo de dois embriões por tentativa.

Redução Cirúrgica do Número de Fetos

Sabe-se que o útero foi constituído para gerar um só feto. Para cada feto a mais dentro do útero há uma diminuição de cerca de 3 semanas no tempo de gravidez, acarretando, portanto, uma alta incidência de parto prematuro nas gestações múltiplas. A redução cirúrgica do número de fetos é uma das poucas opções disponíveis, na atualidade, para reduzir os riscos de prematuridade e suas sequelas em casos de gestações múltiplas de maior ordem (quadrigêmeos, quíntuplos, etc).

Consiste na injeção de cloreto de potássio (KCl) no tórax e coração fetal por volta da 12ª semana de gravidez, guiada pela ultrassonografia de alta resolução. O procedimento é feito com 12 semanas pois 15 a 30% das gestações múltiplas reduzem-se espontaneamente até a semana 10.

Não há dúvidas dos benefícios da redução de gestações quádruplas ou maiores para os fetos restantes. Cada feto reduzido aumenta em cerca de 3,5 semanas o tempo de gestação dos fetos remanescentes.

A taxa de aborto de gestação tripla reduzida (13%) é maior que a de não reduzida (6%), embora um número maior de pacientes perca todos os bebês numa fase mais adiantada da gravidez nos casos não reduzidos. No entanto trabalhos de Bollen e Boulot (1993) sugerem que a redução da gestação tripla leva à melhora do sucesso para os fetos restantes e diminui a incidência de complicações maternas. Apesar disso, esse procedimento é cada vez mais utilizado em gestações quádruplas ou maiores.

Abortamento

A grande contingência da perda fetal em pacientes de infertilidade corresponde às perdas precoces.

Fatores envolvidos: hipersecreção de andrógenos e LH associados à PCO (SOMP), idade materna, história de aborto prévio e outros fatores associados às causas da infertilidade.

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