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Diagnóstico Genético Pré-Implantacional e as mães com idade avançada

Cada dia mais utilizado, o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) vem oferecendo uma nova esperança para as mulheres mais velhas que tentam engravidar através de fertilização in vitro.
De acordo com nota publicada no ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva), o procedimento, oferecido por três clínicas de fertilidade do Colorado, examina as células de embriões de cinco dias para determinar quais são mais prováveis de se tornarem embriões saudáveis.

Especialistas em fertilidade dizem que o novo teste, que avalia um número maior de cromossomos do que outras técnicas, é significativamente mais promissor para as mulheres com idade avançada. Segundo a pesquisa, a técnica é mais segura, pois os embriões seriam analisados no dia 5 ao invés do dia 3, como vem acontecendo desde o início da utilização da técnica, em 1990. A triagem, conhecida como hibridização genômica comparativa, não garante a gravidez, mas os médicos estão confiantes por seus primeiros sucessos.

Surgem então algumas especulações em relação ao procedimento, pois com o embrião mais desenvolvido, seria possível obter informações mais detalhadas não só sobre as doenças, como também sobre características físicas, abrindo as portas para as questões éticas.
Segundo Edward McCabe, geneticista da Linda Crnic Instituto de Síndrome de Down da Universidade do Colorado, um embrião de três dias tem apenas oito células, e estas podem evoluir para qualquer tipo de célula do embrião ou placenta. Não se sabe ainda se a retirada de uma dessas células poderia danificar o embrião. Já no embrião de cinco dias, as células se multiplicam drasticamente – para entre 50 e 100.

Sendo assim, poderia ser feito o screening dessas células e analisar todos os 23 pares de cromossomos, procurando anomalias, algumas das quais podem resultar em falhas de implantação ou aborto. Em um embrião do dia 5 poderiam ser analisadas 6 células, o que daria uma informação bem mais clara e precisa que em um embrião do dia 3.

Segundo McCabe, com a técnica, poderia ser afirmado para o casal qual embrião é normal e do sexo feminino, qual é normal do sexo masculino e qual é portador de alguma síndrome. O procedimento esteve entre os temas discutidos na conferência da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.
Embora o teste tenha um custo elevado, diversos pacientes que tiveram abortos espontâneos e problemas de concepção estão dispostos a pagar por um teste que pode significar a diferença entre outro aborto e uma chance de finalmente ter seu bebê. Porém, deve também ser levado em conta que pode ser que nenhum dos embriões seja viável.

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