Perguntas e Respostas Sobre Fertilidade

É normal que questões sobre fertilidade causem dúvidas e despertem alguma curiosidade, principalmente nas pessoas que desejam ter filhos.

Nós separamos algumas perguntas que chegam até nós e suas respectivas respostas para compartilharmos com vocês. São algumas dicas que podem ser valiosas.

1. Existem alimentos que aumentam a fertilidade?

Não. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva nenhum tipo de alimento ou ingredientes são capazes de tornar alguém mais fértil.

Um fator que pode realmente ser um diferencial nesse quesito é seguir uma alimentação balanceada e saudável. Quando nos alimentamos de maneira correta as células do nosso organismo são preservadas do estresse oxidativo e, dessa forma, não são danificadas.

As recomendações são praticamente as mesmas que comumente são dadas para quem deseja cuidar da saúde de um modo geral. Opte pelas verduras, grãos integrais, frutas e carnes magras ao invés de dar preferência aos alimentos ultraprocessados.

2. A fertilidade é prejudicada pelo excesso de peso?

Sim. A fertilidade está intimamente relacionada ao bom funcionamento do sistema endócrino. O excesso de peso e obesidade afetam de maneira negativa a regulação hormonal do nosso corpo.

Além disso, o acúmulo de gordura corporal desencadeia processos inflamatórios que são maléficos para os gametas femininos e masculinos. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, homens que têm o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35 correm mais risco de ficar sem espermatozoides.

No caso das mulheres, estar acima do peso pode provocar irregularidades nos ciclos menstruais e, inclusive, um aumento nas chances de ocorrer um aborto espontâneo. Portanto, fique de olho na balança!

3.
 Apenas a fertilidade feminina é afetada pela idade?

Não. Antigamente as pessoas acreditavam que somente as mulheres tornavam-se menos férteis com o passar dos anos. Entretanto, isso não é verdade.

Conforme o tempo passa, a qualidade e também a quantidade dos espermatozoides são prejudicadas. Para se ter uma ideia, em homens de 50 anos a mobilidade dos gametas masculinos chega a cair até 37%.

Outras pesquisas também mostram resultados semelhantes. Na Universidade de Harvard foi feito um estudo que apresentou os seguintes resultados: mulheres de 35 a 40 anos que desejavam engravidar de parceiros da mesma faixa etária, atingiram uma taxa de sucesso de 54%. Por outro lado, mulheres do mesmo grupo etário, mas que os companheiros tinham menos de 30 anos apresentaram chances de gravidez de 70%.

Por isso, a recomendação médica para casais em que ao menos um dos indivíduos tenha 35 anos ou mais, é buscar ajuda de um especialista em reprodução humana caso venham tentando, por 6 meses, engravidar sem sucesso.

4. Vale a pena utilizar os testes de fertilidade?

Sim. Mesmo que o procedimento mais eficaz seja a ultrassonografia, existe a possibilidade de lançar mão de métodos que podem ser realizados em casa.

Entre eles está o teste que permite constatar, pela urina, o aumento do hormônio luteinizante (LH) no organismo. As taxas desse hormônio sobem entre 24 e 48 horas antes da mulher ovular, logo, esse é o momento ideal para a fecundação.

Outro recurso possível e bastante simples consiste em analisar o muco cervical. Durante o pico de fertilidade ele fica mais claro e volumoso, sendo possível esticá-lo entre os dedos por vários centímetros. Quando a secreção apresenta essas características, similares à clara de ovo crua, é um indicativo de que a mulher está em seu período fértil.

5. Atividades físicas realmente ajudam a engravidar?

Sim. Os exercícios físicos, como todos sabem, oferecem muitos benefícios aos seus praticantes desde que sejam feitos de forma moderada e contínua.

As melhorias na circulação sanguínea, de oxigenação celular e a otimização do aproveitamento de glicose provenientes da prática de atividade física são grandes aliadas dos óvulos e espermatozoides e, consequentemente, das pessoas que almejam ter filhos.

Contudo, é necessário fazer um alerta: Não são indicadas cargas desmedidas de atividades. O exagero pode ter, justamente, o efeito oposto ao desejado. Mulheres muito magras, ou mesmo anoréxicas, muitas vezes não possuem a gordura corporal necessária para o perfeito funcionamento dos hormônios sexuais. Algumas delas chegam, inclusive, a parar de ovular.

Portanto, antes de mudar seus hábitos de forma mais incisiva, procure profissionais especializados para direcionar e acompanhar a evolução do seu quadro. Com a saúde física e mental não se brinca. Cuide-se, sempre!

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