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Medidas para analisar o sucesso de um tratamento de fertilização in vitro

Dr. Flávio Garcia de Oliveira

Para que o sucesso dos tratamentos de fertilização assistida possa ser avaliado, é importante ter indicadores que meçam o resultado dos procedimentos envolvidos nesse tipo de tratamento. No caso da Fertilização In Vitro (FIV) – um procedimento complexo cujas taxas de sucesso vêm melhorando muito desde 1978, quando nasceu a primeira criança fruto desse procedimento – são avaliadas basicamente quatro indicadores (taxas) importantes: taxa de gravidez por ciclo, taxa de fertilização, taxa de implantação e taxa de bebê em casa.

Por exemplo, as taxas de gravidez por ciclo, ou seja, o número de gestações obtidas dividido pelo número de ciclos de fertilização realizados, apontam para um percentual de sucesso de cerca de 50% para mulheres com menos de 35 anos. As mulheres entre 35 e 40 anos têm uma taxa de gravidez menor, em torno de 35%, enquanto aquelas que estão acima dos 40 anos possuem taxa inferior a 25%. Os números deixam claro que o sucesso da FIV, medido pela taxa de gravidez por ciclo, diminui com o aumento da idade da mulher!

Um outro indicador (ou taxa) é a taxa de fertilização, como explica o Dr. Flávio Garcia de Oliveira, especialista em reprodução humana e diretor da Clínica FGO. “Funciona assim: se eu pegar dez óvulos e colocar espermatozoides em cada um deles, no dia seguinte eu devo analisar quantos óvulos foram fertilizados. Digamos que desses dez óvulos, sete tenham atingido o estado de fertilização. Então, tenho uma taxa de fertilização de sete em dez (7/10), ou seja, de 70%”. Então a taxa de fertilização é o número de óvulos fertilizados dividido pelo número de óvulos submetidos à fertilização.

A taxa de implantação mede o resultado da transferência de embriões para o útero e depende do número de embriões que de fato implantaram (fixaram) no útero. “Por exemplo, se eu faço em um laboratório de fertilização dez transferências e tenho seis embriões implantados, então eu tenho uma taxa de implantação de (6/10) ou 60%”, afirma Dr. Flávio. A taxa de implantação é o número de embriões implantados dividido pelo número de embriões transferidos. “Essa taxa é muito importante, pois mede a qualidade do laboratório de fertilização em questão. Quando as taxas de implantação são muito baixas, dizemos que algum problema está acontecendo dentro desse laboratório”.

A quarta e última taxa, muito utilizada para medir o sucesso da fertilização, é a “taxa de bebê em casa”. Trata-se de uma medida para saber se a paciente, além de engravidar, levou a gestação até o fim de maneira saudável. Se, de cada 100 casos de FIV, 50 resultam em gestações normais e “bebês saudáveis em casa”, a taxa é de 50%, e assim por diante. Para Dr. Flávio, essa taxa é a mais importante. “Quando as mães chegam em casa com seus bebês no colo, saudáveis, quer dizer que o tratamento foi efetivo do início ao fim”, conclui.

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