Gravidez e infecção por Covid-19

Gravidez e fatores de risco para infecção pelo coronavirus

Como é de conhecimento geral, a gravidez é um momento ímpar da vida e, como consequência, é nesse período de pandemia por coronavirus que se torna fundamental conhecermos os riscos e as consequências da infecção pelo Covid-19 sobre o desfecho da gestação, envolvendo inclusive os riscos de internação e mortalidade.

O estudo a seguir foi realizado no Reino Unido, considerando apenas um total de 427 grávidas, incluindo minorias como negras e asiáticas, com infecção confirmada por SARS-CoV-2 e que, portanto, foram hospitalizadas no período de 1 de março a 14 de abril de 2020.

Veja os principais achados:

Tempo de gestação na admissão

A mediana foi de 34 semanas.

Quarenta e uma mulheres (10%) necessitaram de internação em UTI

Mortalidade Materna

Cinco pacientes (1,2%) morreram, três das quais por complicações da infecção pelo COVID-19.

Tempo de gestação no parto

Gestação a termo (37 semanas ou mais) – 75%

Parto prematuro (abaixo de 37 semanas) – 15% (7% deles atribuídos ao COVID-19).

Tipo de parto

O Parto cesárea correspondeu a 59% dos casos, sendo a maioria deles por motivos não relacionados ao COVID-19.

Mortalidade neonatal e natimortos

Dois neonatos morreram e três nasceram mortos, entretanto a relação com SARS-CoV-2 não ficou clara.

Teste Positivo para COVID-19 nos recém-nascidos

Doze bebês testaram positivo para SARS-CoV-2, sendo 6 deles nas primeiras 12 horas após o nascimento.

Riscos de internação

Maior número de internações envolveu mulheres negras (8 vezes maior) e asiáticas (4 vezes maior) comparado às mulheres brancas.

Esse aumento de internações foi substancial no terceiro trimestre da gestação, como acontece com a maioria infecções virias respiratórias em grávidas, ainda que a maioria dos desfechos tenha sido favorável.

Conclusão

Os pesquisadores concluíram o estudo considerando que no Reino Unido é improvável que o aumento da internação de mulheres negras (e outras minorias) esteja associado apenas às desigualdades de acesso ao sistema de saúde. Dessa forma, fatores como idade materna acima de 35 anos, diferenças de status socioeconômico, comorbidades associadas e obesidade também podem ter elevado o risco de exposição das grávidas infectadas.

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