Gravidez de Risco

Neste artigo apresentaremos as principais características e causas da gravidez de risco

A gravidez é considerada de risco ao ser constatada a possibilidade da mãe ou do bebê terem o bem-estar e saúde prejudicados, seja durante a gestação ou na hora do parto.

Para que as chances de desenvolver uma gravidez de risco sejam reduzidas é muito importante realizar um acompanhamento pré-natal adequado e seguir à risca as orientações médicas.

É normal que gestantes nessas condições delicadas sejam recomendadas a guardar repouso e tenham que ficar a maior parte do tempo sentadas ou deitadas. Em algumas circunstâncias até mesmo uma internação hospitalar pode se fazer necessária.

Os sintomas

Existem sintomas bastante desconfortáveis que surgem no decorrer da gestação, porém são comuns e não apresentam grandes problemas:

  • prisão de ventre
  • cãibras
  • náuseas
  • digestão difícil
  • dores nas costas
  • maior frequência urinária

Por outro lado, há outros sinais que devem ser analisados com atenção caso se manifestem, pois podem significar a ocorrência de uma gravidez de risco. São eles:

  • desmaios e tonturas constantes
  • fluído amniótico liberado antes da hora
  • sangramento vaginal
  • não sentir movimentos do bebê por mais de 24 horas
  • náuseas e vômitos constantes
  • dor ao fazer xixi
  • inchaço súbito do corpo
  • dificuldade para caminhar
  • aceleração súbita da frequência cardíaca

Caso a gestante apresente qualquer um desses sintomas é preciso fazer uma consulta com um médico obstetra o quanto antes.

As principais causas

Existem diferentes causas relacionadas com gestações de risco, entre elas, a idade. Adolescentes com até 17 anos e mulheres acima dos 35 anos configuram um grupo de risco e devem tomar cuidados especiais.

Há também outros fatores que podem trazer potenciais complicações para a gravidez que são referentes às doenças e hábitos nocivos para a saúde.

Hipertensão

Quando a pressão sanguínea é aferida e apresenta indicadores acima de 140/90 mmHg, ela é considerada alta.

Genética, alimentação inapropriada e má-adaptação da placenta são os principais gatilhos da hipertensão em mulheres grávidas.

Os sintomas mais comuns são fotossensibilidade, dor de cabeça, inchaço no corpo e visão embaçada. Os riscos que essa condição apresenta para a gravidez envolvem: aborto, pré-eclâmpsia e convulsões.

Remédios, repouso e a redução do sal no preparo dos alimentos são algumas das maneiras de controlar a pressão arterial. Em alguns casos existe a necessidade de afastamento da gestante do trabalho ou até internação para monitoramento dos sinais vitais.

Diabetes Gestacional

Está entre as causas mais comuns de risco na gravidez. Não há unanimidade no entendimento sobre a causa da doença. Todavia, é sabido que certos hormônios produzidos pela placenta inibem a ação da insulina.

Fadiga, sede, mal-estar e vontade constante de urinar são os principais sintomas que as pacientes apresentam.

A diabetes gestacional costuma se manifestar no terceiro trimestre da gestação e tende a ser interrompida após o parto.

Os perigos que essa condição promove são graves e podem prejudicar tanto a mãe quanto o bebê: parto prematuro, pressão alta na gestante e rompimento da bolsa antes da hora.

O recém-nascido ainda pode sofrer com hipoglicemia, ter peso acima da média ou até predisposição a ter diabetes no decorrer da vida.

Gestação Múltipla

Quando há mais de um bebê sendo gestado, há maiores chances de acontecerem partos prematuros, pré-eclâmpsia e anemia. Portanto, atenção redobrada deve ser dispensada para gestações gemelares.

É comum que nesses casos o acompanhamento médico seja mais rigoroso, bem como os exames pedidos durante o pré-natal e a frequência deles. O volume do líquido amniótico, por exemplo, deve ser conferido frequentemente.

Anemia

Diagnosticada com auxílio de hemogramas, a doença é causada pela diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue.

Dor nas pernas, falta de apetite, dores na cabeça, queda de cabelo, tontura e fadiga estão entre os sinais mais corriqueiros da doença.

A falta de ferro, folato e vitamina B12 pode prejudicar o desenvolvimento do feto e, nos casos extremos, levar a partos prematuros e inclusive abortos.

É provável a gestante tenha que realizar suplementação vitamínica para complementar a alimentação que deve ser diversificada e rica em ferro.

Uso de álcool, cigarro e outras drogas.

O uso dessas substâncias prejudica de maneira decisiva a gravidez. Inúmeros são os problemas que o feto pode desenvolver a partir da exposição aos níveis elevados de toxicidade presentes em tais drogas.

Alguns desses problemas são:

  • malformações fetais
  • problemas de visão, audição e coordenação motora
  • microcefalia
  • diferentes problemas cognitivos

Há casos em que a criança ainda nasce com dependência da droga utilizada pela mãe durante a gestação.

Mesmo que a criança não manifeste sequelas aparentes logo após o nascimento, nada pode garantir que a cognição não tenha sido afetada pela nicotina, álcool ou outros elementos das demais substâncias.

Há casos em que apenas na fase escolar as sequelas serão notadas, quando a criança apresentar dificuldades de aprendizagem.

Outras condições apresentadas pelas gestantes e que podem colocar a gestação em risco são:

  • IST’s (infecções sexualmente transmissíveis)
  • baixa imunidade
  • hepatite
  • automedicação
  • desnutrição e obesidade (IMC abaixo de 18,5 ou acima de 35)

Descritas as possíveis complicações que uma gravidez de risco pode desenvolver, ressaltamos a importância do acompanhamento pré-natal para que o bem-estar e saúde da futura mamãe e do bebê sejam preservados.

Qualquer dúvida que por ventura possa surgir, procure seu médico de confiança e siga rigorosamente as recomendações feitas por ele. Assim, essa fase da vida pode ser aproveitada com mais tranquilidade.

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