Gravidez após os 40 anos

Conheça mais sobre os detalhes da gravidez depois dos 40 anos

Nas últimas décadas o papel da mulher na sociedade mudou de maneira considerável. Os estudos e trabalho assumiram lugar de destaque sendo, muitas vezes, a prioridade em suas vidas. Por isso, é cada vez mais comum que mulheres escolham engravidar pela primeira vez depois dos 40 anos de idade.

Mesmo com tantas informações disponíveis, ainda existem muitos mitos sobre o tema. Dessa forma, as gestantes ficam apreensivas por não ter uma ideia clara das questões que envolvem uma gravidez nessa fase da vida.

É possível engravidar naturalmente? A gestação é considerada de risco? Existem maiores chances de aborto espontâneo? É verdade que a probabilidade do bebê ter síndrome de Down é maior? 

A resposta para essas e outras perguntas, você encontrará aqui, neste artigo.

Engravidar depois dos 40 é mais difícil?

A resposta é: sim.

As mulheres nascem com uma quantidade definida de óvulos que compõem uma reserva para toda a vida. Com o passar dos anos, os óvulos vão acabando até o momento da última menstruação – a menopausa – que normalmente ocorre entre os 45 e 55 anos.

Depois da menopausa, a reserva de óvulos chega ao fim e a mulher não pode mais engravidar de maneira natural.

Entretanto, alguns anos antes da menopausa acontecem ciclos menstruais anovulatórios (sem a liberação de óvulos) ou mesmo com a liberação de óvulos que apresentam defeitos que impedem a fecundação ou a interrupção de uma gestação incipiente.

É possível de forma natural após os 40 anos?


As mulheres que passam pela menopausa de maneira tardia podem engravidar de forma natural depois dos 40 anos, porém prever quando a menopausa irá acontecer é algo muito difícil.

O fato é que quanto mais o tempo passa, menores são as chances da mulher engravidar.

Um estudo publicado pela Universidade da Flórida, no periódico Fertility and Sterility da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, apresentou os seguintes resultados: mulheres com 30-31 anos de idade têm 20% de chances de engravidar a cada ciclo menstrual. Esse percentual cai para 13,2% entre 38-39 anos e para 6,6% na faixa dos 42-44 anos.

Por outro lado, a probabilidade de gravidez gemelar aumenta depois dos 30 anos. Afinal os ciclos menstruais desordenados são capazes de promover a liberação de mais de um óvulo por mês.

Existe idade ideal para engravidar?

Entre os 20 e 30 anos acontece o pico de fertilidade da vida da mulher. É durante essa fase que a reserva ovariana é abundante e o organismo escolhe os melhores óvulos para serem liberados.

Depois dos 30 anos as chances de engravidar diminuem bastante e a partir dos 35 anos a infertilidade é mais comum de acontecer.

Entretanto, o pico de fertilidade não significa que esta é a melhor hora para ser mãe. Uma decisão tão importante, que transforma a rotina para sempre, precisa ser bem pensada levando em consideração todos os aspectos e planos de vida.

A gravidez depois dos 40 anos apresenta riscos para a mãe?

O corpo da mulher, quando ultrapassa a faixa dos 40 anos, fica menos adaptável às alterações da gestação. Por isso, gestantes nessa faixa etária ficam mais propensas a desenvolver hipertensão, diabetes gestacional, anomalias placentárias e pré-eclâmpsia.

Esse fatores combinados aumentam as chances de diferentes tipos de complicações: trabalho de parto prematuro em 15% dos casos e abortos em até 25% das gestações.

E os riscos para o bebê?

Aos 40 anos o organismo da mulher gastou a maioria dos óvulos saudáveis disponíveis, logo as chances de ocorrer a liberação de um óvulo com alterações cromossômicas estruturais ou numéricas são maiores.

Portanto, nessas condições, a probabilidade do feto apresentar alguma síndrome, como a de Down, é praticamente dez vezes maior.

Existe também a possibilidade de doenças maternas, que podem ocorrer com mais frequência nessa faixa etária, prejudicarem o crescimento do feto.

É possível reduzir os riscos da gestação após os 40 anos?

Pode ser que sim. Para tanto, é fundamental que a mulher realize uma série de exames para avaliar as condições gerais do organismo e, assim, possibilitar um entendimento melhor sobre o planejamento da gestação e os possíveis riscos que ela oferece.

Dessa forma, mulheres que apresentam quadros de obesidade, problemas de tireoide, hipertensão ou diabetes têm a possibilidade de buscar controlar essas disfunções antes da gestação, ou inclusive levar em consideração alternativas como útero de substituição.

Nos casos em que a menopausa está próxima de acontecer, ou mesmo já aconteceu, há a possibilidade de fazer uso de óvulos doados. 

O procedimento envolve a utilização de óvulos oriundos de mulheres jovens que são fertilizados em laboratório e, quando o embrião saudável estiver pronto para ser transplantado, ele é colocado no útero da mulher que deseja ser mãe. 

As chances de êxito dessa técnica chegam perto de 60%.

As diferentes técnicas de reprodução assistida com estimulação ovariana ou mesmo a realização do encontro dos óvulos e espermatozoides em ambiente laboratorial controlado (fertilização in vitro), sãou recursos disponíveis para aumentar as chances de uma gravidez com embriões saudáveis.

Como funciona o pré-natal para mulheres com 40 anos ou mais?

Geralmente, como essas gestações podem ser consideradas de risco, o pré-natal costuma ser mais metódico e cuidadoso. 

Exames e consultas são mais frequentes para que qualquer tipo de alteração no organismo da mamãe ou do bebê possam ser identificados de maneira precoce.

É de vital importância que as mulheres sigam as orientações médicas de maneira responsável para que a gestação seja a mais tranquila possível.

O planejamento de uma gestação depois dos 40 anos

As mulheres jovens que desejam engravidar mais tarde têm a opção de realizar o congelamento de óvulos. Desse modo, podem descongelar os gametas e utilizá-los na fertilização in vitro.

A principal vantagem desse procedimento é que a qualidade do material genético desses óvulos é superior aos que serão liberados depois dos 40 anos. Esse aspecto reduz de forma considerável as chances de alterações cromossômicas e abortos.

Cuidar da saúde do organismo com exercícios físicos regulares e alimentação saudável também são medidas importantes para preparar o corpo para uma gravidez depois dos 40.

Todavia, um aspecto preponderante é como a potencial futura mamãe se sente em relação à maternidade e como essa ideia interage e impacta em seus planos futuros de vida.

Organização é fundamental para evitar sobressaltos e ter uma gestação segura.

Entre em contato com seus médicos de confiança. Converse, exponha seus receios e vontades. Essa é a melhor forma de se planejar.

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