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Ecocardiograma Fetal: Qual a importância deste exame e por que realizá-lo no pré-natal?

Dra. Claudia R. P. de Castro Grau

O ecocardiograma fetal nada mais é do que um ultrassom, idêntico ao que a gestante faz de rotina durante a gestação, indolor, sem nenhum tipo de risco para a gestante ou feto. Ele é realizado por um médico especialista, cardiologista, ecocardiografista fetal e pediátrico e tem o objetivo de identificar problemas no coração do feto.
Deve ser realizado a partir da 18° semana de idade gestacional, sendo o período ideal aquele entre 24 a 28 semanas (entre o sexto e sétimo mês) de gravidez. Sua importância está relacionada à alta incidência de malformação congênita no coração do feto, já que 1 em cada 100 bebês nasce com este tipo de problema.
Até há pouco tempo, com o objetivo de prevenir, monitorizar e orientar as futuras mamães, este exame somente era realizado no pré-natal em algumas situações específicas decorrentes de aumento de risco de problemas cardíacos, tais como:
– idade materna superior a 35 anos;
– mães que tiveram outros filhos ou familiares próximos com cardiopatia congênita;
– gestação múltipla;
– suspeita de síndrome ou qualquer tipo de alteração no ultra-som morfológico;
– mães portadoras de alguns tipos de doenças como diabetes, lúpus ou que tiveram durante a gravidez rubéola, toxoplasmose e casos de exposição materna a agentes teratogênicos (drogas, álcool e alguns medicamentos).

Nos dias de hoje, o ecocardiograma fetal é um exame que deve ser incluído na rotina pré-natal, baseado no fato de que 90% dos casos de bebês que nascem com algum tipo de problema do coração não apresentam nenhum tipo de fator de risco identificado.
Portanto, é fundamental salientar que sua importância não está apenas relacionada ao diagnóstico precoce do problema no coração do feto, mas também a necessidade de acompanhá-lo durante toda a gravidez e realizar o planejamento do parto em maternidade com estrutura adequada (UTI Neonatal, equipe especializada com cardiologista, ecocardiografista e cirurgião cardíaco pediátrico), com o objetivo principal de reduzir o índice de mortalidade e de complicações secundárias decorrentes da presença de cardiopatias congênitas.

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