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A diferença entre inseminação artificial e fertilização assistida

A infertilidade afeta 20% dos casais em idade reprodutiva. Isso representa cerca de 15 milhões de casais no Brasil. Metade desses casais serão tratados por técnicas que otimizam a chance de fertilização. As mais conhecidas são a inseminação artificial e as técnicas de fertilização assistida. Várias pessoas confundem esses dois tipos de tratamentos.

A inseminação artificial ou inseminação intra-uterina (IIU) é a injeção de espermatozoides do marido dentro do útero da mulher. Espera-se que os espermatozoides injetados “nadem” livremente pelo sistema genital feminino e cheguem às tubas uterinas onde vão fecundar o óvulo. Os espermatozoides usados na IIU são preparados em um meio de cultura especial que aumenta sua energia e sua motilidade, num processo chamado capacitação. A chance de gravidez por tentativa de IIU fica em torno dos 20%. A taxa de bebê em casa em ciclos de IIU varia de 13 a 15%.

As técnicas de fertilização assistida são mais complexas e envolvem a manipulação tanto dos espermatozoides quanto do óvulo.

Uma das mais conhecidas é a fertilização in vitro convencional (FIV). Nesse processo vários óvulos são coletados da mulher. Cada óvulo é imerso num recipiente de plástico inerte especial contendo meio de cultura e 50 a 100 mil espermatozoides. Somente um desses espermatozoides irá fecundar o óvulo. Uma vez fecundado o óvulo inicia seu crescimento e divisão originando o que chamamos de pré-embrião. Com 24 horas teremos 2 células, com 48 h teremos 4 células, com 72 h – 8 células, e assim por diante. Nesse estágio (8 células), outras vezes até mais tarde (16 ou mais células), transferimos os pré-embriões para o interior do útero da mulher. Após 12 dias da transferência fazemos o teste de gravidez. Um outro tipo de fertilização assistida é a ICSI – injeção intra-citoplasmática de espermatozoide – caso em que um único espermatozoide é injetado em cada óvulo disponível sob visão de um microscópio especial e através da utilização de microagulhas (micromanipulação dos gametas).
As chances de gravidez pela FIV / ICSI variam de acordo com a idade, mas chegam a 55% por tentativa em mulheres com menos de 35 anos. A taxa de bebê em casa varia de 35 a 45%.

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