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Congelamento de óvulos facilita gravidez no futuro

Dr. Flávio Garcia de Oliveira

Pelo fato do período mais fértil da mulher ir até os 30 anos, uma técnica oferece mais garantia para engravidar tardiamente. As mulheres que adiam a gravidez – por causa da profissão, da busca por um parceiro ou por outras questões pessoais – mas que, ainda assim, pretendem ter filhos no futuro, podem contar com a tecnologia de congelamento de óvulos para facilitar a sua fertilização quando chegar a hora.

A fase ideal para engravidar é entre os 25 e 30 anos, período mais fértil e com mais chances de ter filhos. A partir desta idade, a mulher já começa a produzir menos óvulos. E, portanto, é recomendável que, se ela pensa em engravidar algum dia, comece também a pensar no congelamento dos seus óvulos.

A vitrificação

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o primeiro caso de gravidez com óvulo congelado ocorreu em 1986. No Brasil, este procedimento vem sendo feito com mais segurança e, consequentemente, maior sucesso a partir de 2008.

Conhecido como vitrificação, o congelamento de óvulos consiste no armazenamento destas células para, depois, serem fertilizadas em laboratório. Os óvulos são congelados em nitrogênio líquido e guardados em recipientes com isolamento térmico.

Nesta técnica, o ovário da mulher é estimulado por medicamentos para que produza uma quantidade extra de óvulos. Após este processo, eles são extraídos com uma agulha e tratados para serem congelados rapidamente e armazenados pelo tempo que for necessário.

Quando a mulher estiver disposta a ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro, por meio da ICSI (técnica de fertilização em que se injeta um único espermatozóide dentro do óvulo). Após a formação dos embriões, eles serão implantados no útero da futura mãe.

Por que congelar os óvulos? 

As mulheres nascem com uma média de 2 milhões de óvulos imaturos, e já na primeira menstruação (menarca) este número diminui para 400 mil. Durante a fase reprodutiva, todo mês, mais ou menos mil óvulos são recrutados durante o momento reprodutivo, porém apenas um óvulo terá o seu amadurecimento completo, e todos os outros serão descartados, num processo chamado apoptose.

Evoluções no tratamento e resultado

Antes dos anos 2000, os óvulos congelados muitas vezes perdiam qualidade por serem armazenados de uma forma ainda não tão adequada, resultando em problemas de cristalização na hora do descongelamento. Hoje, a medicina reprodutiva está conseguindo excelentes resultados, graças a vários aperfeiçoamentos que foram realizados em todo o processo.

De acordo com dados da SBRH, se há 30 anos eram perdidos 90% dos óvulos, atualmente, este número caiu para 10%.

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