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Aborto: Um momento difícil.

O aborto, definido como a perda da gravidez antes de 20 semanas de gestação, é um fenômeno que não é incomum. Cerca de 15 a 20% das gestações resultam em abortos espontâneos, o que costuma causar enorme tristeza aos casais. Muitas autoridades médicas concordam que o melhor é fazer uma investigação mais detalhada sobre as causas do aborto quando ele acontece pela segunda ou terceira vez consecutiva, o que geralmente afeta metade desses casais.

Muitos abortos, também chamados de abortos espontâneos, ocorrem no primeiro trimestre de gravidez, ou seja, nas 12 primeiras semanas. Estudos têm comprovado que, se um feto cujos batimentos cardíacos podem ser visualizados no ultra-som é detectado nas primeiras 12 semanas de gravidez, há apenas de 5 a 10% de chances de ocorrer um aborto. Se a mulher sofrer sangramentos vaginais, no entanto, as chances aumentam para cerca de 20%. O risco de uma gravidez acabar em aborto aumenta conforme aumentam as idades da mãe ou do pai.

O risco de aborto aumenta significativamente para mulheres a partir dos 35 anos. As chances de recorrência variam. Mulheres que já passaram pelo parto normal têm probabilidades maiores de ter uma gravidez saudável subsequente, mesmo já tendo sofrido um aborto. Uma mulher que passou por três abortos e nunca teve um filho tem 50% de chance de sofrer um aborto na gravidez seguinte. Apesar disso, se ela teve pelo menos um filho e só depois sofreu os três abortos, a chance de aborto é de cerca de 30% apenas.

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