Defeitos Uterinos (Anormalidades Mullerianas)

Podem variar desde a completa ausência do útero a mínimas deformidades na forma uterina. A presença de falha na cavidade uterina vista à histerossalpingografia ou histeroscopia, necessita de confirmação posterior através de laparoscopia ou ressonância magnética ou ultrassom 3D para diferenciar entre septo uterino, útero bicorno ou mioma submucoso.

O septo uterino não tem um significado claro como causa de infertilidade. No entanto, é causa de aborto de repetição (Glass, 1978). Decherney et al.. (1986), estudando 103 pacientes portadoras de septo uterino, num período de 5 anos, estimaram entre 15 e 25% a taxa de aborto e entre 13 e 18% a taxa de parto prematuro, obtendo uma taxa de gestação à termo após a correção do septo de 80%. Outros autores relatam uma taxa de 90% de nascidos vivos em mulheres que foram submetidas à histeroscopia para remoção do septo uterino.

As razões para esse sucesso são: não incisão do miométrio (fato que acontecia na abordagem via abdominal) e tempo cirúrgico curto. A gravidez pode ser conseguida um mês após o procedimento, bem como o parto normal pode ser tentado já que não se corta o útero da paciente. Em alguns casos de útero septado com canal cervical duplo, Donnez (1994) propõe a abordagem cirúrgica em dois tempos: o septo vaginal é ressecado com ajuda do laser de CO2 e 2 meses após, com o aspecto do orifício cervical completamente normal, promove-se a ressecção do septo uterino com o uso de YAG laser.

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