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Infertilidade e Esterilidade

O que é Infertilidade?

Infertilidade é a diminuição da capacidade de ter filhos devida a alterações nos sistemas reprodutores masculino e/ou feminino. Um casal é considerado infértil quando não consegue conceber num período de 12 a 18 meses, sem uso de métodos anticoncepcionais, mantendo relações sexuais freqüentes. Nos EUA, considera-se infértil o casal que não engravida após um ano de relacionamento sexual sem contraceptivos. Na Europa o casal só é considerado infértil após 2 anos de tentativa.

Dados de estudos populacionais revelam que 15 a 20% dos casais em período reprodutivo tem dificuldades para engravidar. Pelo menos metade dessa população vai recorrer a tratamentos com técnicas mais avançadas, como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI). A chance de um casal engravidar de forma natural, mantendo relações sexuais no período fértil da mulher, varia de 18 a 22% ao mês. Com as técnicas mais avançadas de reprodução assistida, a taxa de gravidez pode chegar a 60% por tentativa e a taxa de nascidos vivos pode atingir a cifra de 40% em casais cuja esposa tem até 35 anos.

A infertilidade não é um problema exclusivo da mulher. Aproximadamente 40% das causas estão relacionadas com fatores femininos e 40% com fatores masculinos. Em 20% dos casos, ambos os fatores estão presentes.

Qual a diferença entre infertilidade e esterilidade?

Dizemos que um casal é estéril (esterilidade) quando a capacidade natural de gerar filhos é nula (Exemplo: a mulher tem obstrução das duas trompas; o marido não possui espermatozóides na ejaculação). Já os casais inférteis (infertilidade) têm apenas uma diminuição da chance da gravidez (mulheres com endometriose; homens com diminuição do número e motilidade dos espermatozóides).

QUANDO PROCURAR O ESPECIALISTA?
É aconselhável procurar um médico especializado em infertilidade após 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso. A idade da mulher é um dos fatores determinantes para direcionar o tratamento. Sabe-se que à medida que o tempo passa diminui o número e a qualidade dos óvulos dentro dos ovários. Assim, mulheres com mais de 37 anos, por exemplo, devem tentar engravidar por um período máximo de 6 meses antes de procurar assistência médica especializada. Portanto, quanto mais avança a idade, menor a probabilidade de gravidez e maior a chance de aborto.

Um agravante da infertilidade é o tempo que o casal demora para procurar tratamento especializado. Assim, casais com os problemas listados na tabela-1 não devem esperar mais do que 6-12 meses para procurar a ajuda da fertilização assistida:

a. Endometriose
b. Gravidez tubária anterior
c. Ciclos menstruais irregulares
d. Reserva ovariana diminuída
e. Síndrome de ovários policísticos
f. Cirurgias ovarianas e tubárias anteriores
g. Alterações importante no espermograma(azoosperma ou oligospermia)

CONSIDERAÇÕES SOBRE A INVESTIGAÇÃO DAS CAUSAS DA INFERTILIDADE DO CASAL

A investigação das causas da infertilidade deve ser feita de maneira objetiva e sistemática. Não devemos deixar de levar em consideração fatores que podem piorar a infertilidade como: a idade da mulher, o tempo de infertilidade e a causa principal envolvida. Só pediremos novos exames se aqueles apresentados pelo casal não forem conclusivos ou já estiverem fora de validade, pois é comum que os casais que procuram consulta especializada já tenham passado por outras avaliações e diagnósticos prévios.

HISTÓRIA CLÍNICA DO CASAL

Os dados clínicos do casal são importantes para se chegar às possíveis causas da infertilidade. Eles vão nortear muitas vezes quais exames deverão ser pedidos em primeiro lugar. Os antecedentes ginecológicos e pessoais (doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias sobre os órgãos genitais, caxumba no homem, etc.) e obstétricos (partos, abortos, perdas fetais, etc), assim como a história menstrual (presença de irregularidades do ciclo) devem ser esmiuçados durante a entrevista. A presença de hábitos (vícios), alergias, doenças sistêmicas, cirurgias anteriores e vida sexual de vê ser investigada. Uma revisão detalhada de tratamentos e procedimentos de fertilização assistida anteriores também é importante.

EXAMES COMPLEMENTARES

:: Ultra-sonografia Transvaginal (USTV) – O objetivo é a avaliação do sistema genital interno da mulher (útero, ovários e anexos genitais). Através dele podemos acompanhar a ovulação, detectar presença de miomas e outros problemas uterinos (defeitos uterinos), bem como realizar algumas etapas dos procedimentos da fertilização in vitro como é a captação dos óvulos e a transferência de embriões.

:: Histerossalpingografia (HSG) – O objetivo é avaliar a permeabilidade e a anatomia das tubas uterinas (trompas). A maioria das mulheres que busca o tratamento já realizou este exame alguma vez. No Brasil e na África, onde a incidência de doenças sexualmente transmissíveis é alta, 30% das causas de infertilidade envolve a doença das trompas (obstrução e alteração da função), daí sua importância. Este exame é limitado, já que não diferencia os defeitos uterinos e não faz diagnóstico de doença peritoneal associada (como por exemplo, não avalia com certeza a presença de aderências e endometriose).

:: Histeroscopia – O objetivo é a visualização direta da cavidade uterina, para estudo do endométrio (pólipos, endometrites, sinéquias) e a presença de miomas submucosos (tumores do interior do útero que atrapalham a gravidez). É um estudo que complementa exames como histerossalpingografia e histerossonografia.

:: Espermograma – O objetivo é a avaliação do fator masculino. As causas de infertilidade de origem masculina afetam os parâmetros de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozóides. O espermograma normal é aquele que apresenta uma concentração de espermatozóides de pelo menos 20 milhões por mililitro, com vitalidade e motilidade acima de 50% vivos e móveis e morfologia estrita (critérios de Kruger) acima de 14% de espermatozóides normais.

OUTROS EXAMES (INDICADOS EM ALGUNS CASOS ESPECÍFICOS)

:: Avaliação do muco cervical, Biópsia endometrial, Culturas cervicais, Pesquisa de anticorpos anti-espermatozóides.

:: Exames imunológicos – São indicados em pacientes com infertilidade, particularmente naquelas com história de ABORTAMENTO DE REPETIÇÃO e FALHAS DE IMPLANTAÇÃO.

:: Laparoscopia – É um procedimento cirúrgico e não deve ser realizado até que a avaliação básica tenha sido realizada no casal. Em alguns casos, a laparoscopia pode ser indicada para procurar aderências pélvicas ou endometriose.

PROCEDIMENTOS E TRATAMENTOS BÁSICOS:

Algumas causas de infertilidade podem ser tratadas com sucesso por meio de procedimentos e técnicas simples, como inseminação artificial, terapia hormonal e pequenas cirurgias. Porém, nos casos mais complexos, ou quando os tratamentos simples não são bem sucedidos, as técnicas de reprodução assistida, realizadas em laboratório, são a alternativa mais indicada.

Indução da OvulaçãoHisteroscopia e laparoscopia
Utilização de hormônios para regular ou induzir a ovulação, estimulando a produção de maior número de óvulos.Para corrigir e remover pequenas alterações anatômicas que podem dificultar a gravidez.

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