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1. Preparo dos Oócitos para ICSI

Os óvulos (oócitos), juntamente com o líquido folicular, são coletados em um tubo de plástico inerte especial previamente aquecido e imediatamente enviados ao laboratório de embriologia, onde, através de um microscópio especial, serão identificados e posteriormente classificados.

Técnica ICSI

2. Preparo dos Espermatozóides para ICSI

O sêmen é coletado através de masturbação no dia da aspiração dos óvulos. É imediatamente enviado ao laboratório de embriologia para a liquefação da amostra e preparo para ICSI. Há uma separação dos espermatozóides de morfologia e motilidade normais. Esses serão utilizados para microinjeção dos óvulos. Se há azoospermia (ausência de espermatozóides no ejaculado) uma das técnicas de obtenção de espermatozóides (PESA,TESA ou TESE/MICROTESE) será utilizada.

3. Imobilização e Microinjeção dos Espermatozóides

Um único espermatozóide é selecionado e imobilizado mecanicamente com uma leve pressão da pipeta de injeção sobre a sua cauda. O espermatozóide é então aspirado pela cauda para dentro da pipeta de injeção. O oócito é fixado com uma pequena sucção da pipeta que o prende. Apenas 1 espermatozóide imobilizado dentro da pipeta de injeção é injetado dentro do óvulo na posição de 3 horas de um relógio imaginário. Após a introdução da pipeta dentro do citoplasma do óvulo, o espermatozóide é finalmente depositado e liberado no interior do gameta feminino. A pipeta de injeção é lentamente retirada do interior do óvulo, sob observação atenta do biólogo. Após a injeção, os óvulos são lavados em meio especial e colocados todos juntos em recipiente próprio coberto com óleo mineral . Eles serão armazenados na incubadora até a verificação da fertilização, ou seja até sabermos se houve a fecundação de fato. Também podem ser colocados, cada óvulo injetado, em microgotas isoladas, criando um microambiente de desenvolvimento para cada um deles.

Imobilização e Microinjeção dos Espermatozóides

4. Verificação da Fertilização (Fecundação)

A verificação da fertilização é feita através do microscópio invertido em aumento de 400X ,16 a 18 horas após a ICSI. A presença dos pronúcleos e corpúsculos polares, além de anormalidades na fertilização (ausência de pronúcleos, mais de dois prónucleos, degenerações, etc.) é verificada. A fertilização é considerada normal quando dois prónucleos forem visualizados, contendo nucléolos em seu interior. Se apenas um pronúcleo for visualizado, uma segunda reavaliação é feita após 4 horas. Quando for detectada a presença de três ou mais prónucleos (PN), esse embrião é imediatamente descartado.

Os oócitos fertilizados são lavados em meio de cultura especial e agrupados 2 a 2 em recipientes em forma de placa, ou colocados em microgotas isoladas como relatado anteriormente. Essas placas são colocadas novamente na incubadora onde permanecem, de modo geral, até 72 horas após a ICSI (Dia 3). Caso a transferência seja realizada no dia 3 (72 horas), os embriões deverão permanecer em meio de cultura específico até 48 horas após o que o mesmo deve ser renovado.

5. Transferência dos Pré-embriões

Os pré-embriões são avaliados e classificados quanto ao número e simetria de suas células de acordo com o tempo de desenvolvimento. Além disso, a presença de fragmentos de células é também avaliada. Com essa análise o embriologista é capaz de nos dar uma idéia da qualidade do pré-embrião em relação a chance de implantação. No dia 3 esperamos um embrião com 6 a 8 células simétricas e com pequena quantidade de fragmentos de células no seu interior. Esse seria um pré-embrião de excelente qualidade, isto é, com um alto poder de implantação no revestimento uterino interno. A avaliação é feita momentos antes da transferência para o útero. Uma vez que o embriologista decidiu quais pré-embriões serão transferidos, eles são aspirados do meio de cultura em que estavam para dentro de um dispositivo tubular muito fino e delicado (chamado catéter de transferência) sob visão microscópica. Esse catéter já carregado com os pré-embriões, acoplado a uma seringa de insulina, é levado até o médico que vai introduzí-lo dentro da cavidade uterina da paciente e então empurrar os pré-embriões para o interior do revestimento uterino interno (endométrio), pressionado delicadamente o êmbolo da seringa.

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