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CGH (comparative genomic hybridization) ou hibridização genômica comparativa também é um método de diagnóstico genético pré-implantacional. Quando aplicamos o método a um ou mais embriões, somos capazes de analisar a presença e as alterações de todos os seus cromossomos. CGH diagnostica com precisão as aneuploidias (alterações do número ou da constituição dos cromossomas). As aneuploidias constituem a causa principal de falha reprodutiva e correspondem as doenças genéticas mais comuns. Na maioria dos casos, é o óvulo, e não o espermatozóide que determina a integridade cromossômica do embrião. Uma vez que a incidência de alterações cromossômicas do óvulo (e, portanto, também do embrião) aumenta rapidamente após 35 anos, a oportunidade e possibilidade de fazer a seleção de embriões para FIV utilizando a CGH é em grande parte ligada à idade da mulher.


O candidato ideal para a seleção de embriões por CGH é a paciente acima de 35 anos com mais de seis embriões no terceiro dia de desenvolvimento (embriões com 6-9 células) resultantes de fertilização dos óvulos. O exame microscópico convencional (classificação) dos embriões, por si só, não pode determinar com precisão a sua capacidade de resultar em um bebê saudável – o que chamamos de “competência”. CGH pode tornar essa determinação muito mais confiável.


CGH também é útil para mulheres mais jovens para diagnosticar a causa de aborto repetido, falhas recorrentes (três ou mais) da fertilização in vitro (FIV ou ICSI), ou infertilidade completamente inexplicável. Em tais casos o embrião com alterações cromossômicas (aneuploide) é muitas vezes a origem do problema (devido essencialmente a aneuploidia do óvulo). Aqui, a CGH pode ajudar a distinguir entre embrião “incompetente” e um problema uterino de implantação, por exemplo.


Aos 33 anos, dois em cada cinco embriões (2/5) de uma mulher são “competentes” com CGH normal. Aos 40 anos apenas um em cada sete (1/7) e aos 45 anos de idade, apenas um em cada dezoito (1/18) embriões apresentam o exame de CGH normal. Isso ajuda a explicar o declínio das taxas de sucesso da FIV, aumentando o número de abortos e defeitos congênitos cromossômicos com o avançar da idade. Assim, quanto mais idade tem a mulher, maior a probabilidade de que o exame de CGH revelará que nenhum de seus embriões são cromossomicamente normais. Dessa forma, a necessidade de seleção de embriões usando CGH tende a diminuir com o avanço da idade da mulher, pois o número de embriões anormais é muito grande e eles serão selecionados naturalmente, sem a necessidade de exames.

Há, no entanto, algumas exceções notáveis:

1. As poucas mulheres com mais de 40 anos que respondem bem a estimulação ovariana e acabam com um grande número de embriões.

2. Mulheres que desejam estocar seus embriões para uso posterior. Em tais casos, seria possível realizar vários ciclos sequenciais de estimulação e captação de óvulos sem transferir os embriões para o útero. Em vez disso, nós faríamos CGH e depois congelaríamos todos os blastocistos – embriões com 5/6 dias de desenvolvimento – geneticamente “competentes” para a futura transferência.

3. Quando se suspeita de um problema grave de implantação (probelmas anatômicos – miomas submucosos e póplipos ou problemas imunológicos – autoimunidade como Lupus e Atrite Reumatoide. Nesses casos, muitas vezes é uma boa idéia adiar a cirurgia ou imunoterapia intensiva até que blastocistos “competentes” estejam disponíveis.

4. Quando o paciente opta por fazer todo o possível para otimizar a chance de sucesso para cada embrião transferido e/ou para minimizar o risco de aborto e de defeitos cromossômicos ao nascimento.

Tenha sempre em mente que o exame de CGH apenas identifica embriões “competentes” do ponto de vista cromossômico. Não ajuda a melhorar a qualidade do embrião. Como resultado, é a taxa de natalidade por embrião transferido que aumenta (e da qualidade de vida após a concepção), que é muito melhor … não a taxa de sucesso por retirada de óvulos.

A técnica de CGH é melhor realizada quando os embriões estão em estágio de blastocisto – 5 a 6 dias de desenvolvimento após a fertilização. Isso é devido ao tipo de células usadas para o diagnóstico. Nesse procedimento não utilizamos blastômeros (células internas do embrião) e sim as células externas do trofoblasto (o revestimento externo do embrião, a camada células que dará origem a placenta). Portanto, não mexemos no embrião propriamente dito. Outra vantagem da CGH é que um maior número de células é obtido para amplificação do DNA embrionário, o que aumenta a chance de sucesso da análise.

Desse modo, é feita uma espécie de raspagem do revestimento externo embrionário e as células assim obtidas é que participam da análise. O exame de amplificação do DNA dos cromossomos embrionários é demorado (5 a 7 dias) e a transferência dos embriões não é realizada no mesmo ciclo. Assim, ao programar a CGH de seus embriões, tenha em mente que seus embriões serão congelados e aqueles que forem competentes (CGH normal) serão transferidos num próximo ciclo. Os embriões podem permanecer congelados por tempo indeterminado até que o casal resolva transferí-los.

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