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Alguns embriões morrem logo após a implantação, sendo identificados pela queda dos níveis sanguíneos do beta-hCG (o hormônio que dosamos para detectar a presença de gravidez). Outros embriões se aderem tão brevemente ao endométrio (revestimento interno do útero) que produzem beta-hCG insuficiente para ser detectado.
Esses aumentos transitórios do beta-hCG falham em manter o corpo lúteo (glândula que se forma no ovário após a ovulação e cuja função é produzir progesterona para manter o endométrio bem nutrido para sustentar a implantação do embrião), resultando em gravidez bioquímica ou aborto pré-clínico, antes da falha menstrual.

Os embriões que morrem antes de 21 dias pós-fertilização são rotulados como gravidez bioquímica porque não são detectados ao exame de ultrassonografia. Outros embriões mantêm a produção de beta-hCG até por 28 dias, contudo não sendo detectados ao ultrassom, também constituem aborto pré-clínico. Esses tipos de morte embrionária podem acompanhar gestações gemelares, constituindo assim, a forma mais precoce de fetos “Vanishing” (em inglês o termo traduz fetos que desaparecem depois de serem detectados). A modesta secreção de beta-hCG provocada pelo embrião Vanishing (em desaparecimento) é mascarada pela produção do embrião normal em desenvolvimento, sendo que sua presença dentro do útero passa desapercebida.

Gestações Bioquímicas correspondem a 10 a 15% dos ciclos de fertilização in vitro (FIV). Metade delas desaparecem 2 a 3 semanas após a transferência e, possivelmente, tão logo o blastocisto (embrião no quinto dia de senvolvimento após a fertilização) se implante, quando os níveis de beta-hCG são menores que 25 mUI/l . A incidência diminui com o aumento do número de embriões transferidos. A frequência gira em torno de 15% transferindo-se 1 embrião, 13 % transferindo-se 2 embriões e cai para 5% quando se transfere 3 embriões (Edwards, 2001).

Veja na tabela abaixo alguns exames que podem ser utilizados na investigação da gestação do primeiro trimestre de acordo com o período gestacional, detectando a presença da gestação, a implantação, suspeita de anomalias genéticas, bem como o prognóstico (uma previsão do que pode acontecer com essa gestação).

Tabela-2: Tipos de exames utilizados para avaliar a gestação inicial, a implantação e o prognóstico da gravidez. 

Característica  Método
ConcepçãoEPF (early pregnancy factor) / exame de sangue
ImplantaçãoEDPAF (fator ativador de plaquetas derivado de embriões) / exame de sangue SP1 (Schwangerschafts Protein 1 ou Glicoproteína beta1 específica da gravidez) exame de sangue Ultrassonografia: identifica Saco Gestacional, Vesícula Vitelina e Batimentos Cardíacos Embrionários
PrognósticoSP1 / exame de sanguefraçao beta da Gonadotrofina Coriônica (beta-hCG) / exame de sanguePAPP-A (Proteína Plasmática A associada à gravidez) / exame de sangueAFP (Alfa Feto Proteína) / exame de sangueUltrassonograifa: identifica o Comprimento Crâneo Nádegas, Batimentos Cardíacos e Saco Gestacional)
Diagnóstico Genético   Biópsia de Vilo Coriônico (CVS) : exame invasivo com agulhaAFP / exame de sangueEstriol não conjugado / exame de sangueGonadotrofina Coriônica (beta-hCG) – relação de subunidades livres /exame de sangue Ultrassonografia (transvaginal com probes de alta resolução)

Baixos níveis de beta-hCG no dia 15 pós-fertilização dos oócitos (óvulos), quando o diagnóstico de gravidez é feito, indicam frequentemente o início dessas perdas precoces. O valor de corte para algumas clínicas é 25 mUI/l no 12º dia pós-transferência, quando a transferência de embriões é realizada no dia 3 pós-fertilização. Desse modo, para valores de beta-hCG superiores a 25 mUI/l consideramos gravidez evolutida.

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