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Aberrações cromossômicas aparecem com certa frequência durante aborto espontâneo e são encontradas também após fertilização in vitro (FIV).

O uso de drogas indutoras da ovulação, manipulação e cultura de oócitos pré-ovulatórios em divisão meiótica e a evidência de clivagem anormal (desenvolvimento embrionário anormal), podem aumentar os riscos de muitas formas de alterações cromossômicas nos fetos.

Muitos dos danos cromossômicos tanto após concepção natural quanto após concepção assistida são devidos a fatores comuns, afora as triploidias, relacionados com as divisões do embrião e com a meiose e mitose do oócito.

Tabela-3: Aborto Espontâneo e Anomalias cromossômicas. Incidência dos vários tipos de aneuploidias em abortos espontâneos (Edwards RG, 1986).

 Kajii T, 1980 Hassold TJ, 1980Boué A, 1985
46 XY111  
46 XX95537577
Anormais241 921 (61,5)
45 X44112140 (15,3)
2n+1138206479
2n+27916
2n+31  
3n2970183 (19,9)
4n83356 (6,2)
Mosaicos11210 (1,1)
Estruturais112035
Outras2 1 (45,9)
Total6889991498
Triploidias
XXY165292
XXX111657
XYY 17
Outras2127
Tetraploidias
XXYY47
XXXX421

Técnicas de identificação de cromossomas e DNA como a hibridização “in situ” (FISH) com sondas específicas ajudam a esclarecer o “status” cromossômico dos abortos precoces (Cromossomas 13, 16, 18 e 21). O diagnóstico é feito por biópsia de vilo coriônico ou amniocentese no final do 1º trimestre.Cariótipos de abortamentos humanos revelam complementos cromossômicos anormais como causa principal da morte fetal e embrionária, antes, e provavelmente, logo após a implantação. Muitos abortos com suspeita de cromossomos não balanceados ocorrem antes que eles possam ser identificados.

Muitas das alterações têm origem nos 6% dos casais com história prévia de perda gestacional e erros cromossômicos inatos.

Mais de 3/4 dos abortos espontâneos acontecem após concepção não assistida e muitos abortamentos de repetição são cromossomicamente normais. Apenas 1/4 dos embriões que se implantam e morrem em seguida têm constituição cromossômica normal. Muitos fetos herdam rearranjos cromossômicos que podem ser familiares, ou seja, ter origem paterna ou materna. Os pais podem transmitir anomalias cromossômicas para seus filhos, porém o risco é baixo se não há antecedentes de anomalias anteriores.

Os riscos de anomalias cromossômicas em abortamentos precoces são surpreendentemente altos. Frequências de 35 a 55% e mesmo maiores que 80% têm sido relatadas antes da 8ª semana de gestação. As trissomias constituem mais da metade dos casos, com muitos triploides, alguns aneuploides e embriões com cromossomas estruturalmente anômalos. Essas frequências passam para 4 a 6% das gestações na 15ª semana. Portanto, há uma queda significativa dessas anomalias com o progredir da gestação.

A idade materna é um outro fator importante. A frequência de anomalias cromossômicas é 3,5% em pacientes com menos de 35 anos e 12,9% em mulheres acima dos 35 anos. Várias estimativas dessas frequências estão subdimensionadas devido às gestações anembrionadas, onde as anomalias cromossômicas não são pesquisadas com muita frequência.

Um mínimo de 20% dessas anomalias têm origem na fertilização e uma proporção muito maior tem origem na não-disjunção (não divisão) meiótica dos cromossomas dentro dos oócitos.

Anomalias cromossômicas são encontradas em 10% dos casais com dois ou mais abortos prévios. Translocações e inversões cromossômicas (anomalias estruturais dos cromossomos) aumentam o risco de perda gestacional e se originam de gametas não balanceados tanto paternos quanto maternos. Menos de 1% dos pais com antecedentes de um ou mais abortos do 1º trimestre, natimortos, crianças com anomalias e mortes neonatais precoces, são portadores de uma translocação. Contudo, essa frequência sobe para 2/25 em mulheres com aborto prévio e eventos perinatais anormais.

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