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O sistema imunológico é um complexo
sistema integrado com dois componentes fundamentais: Sabe-se que o modo principal de comunicação entre essas células é através da elaboração de fatores quimiotáticos e reguladores, denominados coletivamente de citocinas. As respostas imunológicas são reguladas por genes do Complexo Maior de Histocompatibilidade (MHC), localizados no cromossoma 6. Os antígenos MHC classe I (HLA-A, B e C) e os antígenos MHC classe II (HLA-DR,DP e DQ) determinam a compatibilidade imunológica dos tecidos. Os antígenos da classe I são estruturas importantes nas respostas de reconhecimento mediadas por linfócitos T citotóxicos. Os antígenos da classe II se apresentam às células T-"helper" e ajudam a iniciar a resposta imunológica. O concepto é imunologicamente distinto da mãe (isto é, histoincompatível), e pode-se supor, intuitivamente, que esse fato levaria à rejeição do mesmo pela mãe. Teorias atuais, no entanto, sugerem que o concepto histoincompatível, paradoxalmente, evoca uma resposta imunotolerante ou imunotrópica da mãe, que é necessária para o sucesso da implantação e crescimento do trofoblasto. Seguindo a mesma linha de raciocínio, foi proposto que a histocompatibilidade entre mãe e feto, resultaria numa resposta imune materna defeituosa, levando ao aborto espontâneo. A grande maioria dos casais com aborto recorrente, no entanto, são histoincompatíveis, tornando o concepto também histoincompatível com a mãe. Além do mais, aborto recorrente não é um problema comum em animais híbridos geneticamente histocompatíveis. Os imunologistas da reprodução propuseram várias hipóteses para explicar a imunotolerância da mãe para com o feto. Elas são classificadas em termos de eventos locais na interface materno-fetal e eventos periféricos medidos na circulação materna.
As citocinas parecem ser a linguagem do sistema trofoblasto/decídua. Alguns produtos de linfócitos ativados e macrófagos são, provavelmente, imunossupressores, outros podem ser imunotrópicos e outros podem causar aborto quando expressos. Sobrenadantes
de suspensão de células deciduais contêm fatores
capazes de bloquear a ação da IL-2. Essa atividade
na interface materno-fetal dirige uma resposta imunossupressora,
protegendo o feto do ataque imune materno. A ausência de
antígenos MHC classe I no sincíciotrofoblasto, juntamente
com a natureza atípica da expressão de antígenos
HLA no citotrofoblasto e a completa ausência de determinantes
MHC classe II na membrana trofoblástica, poupa o envolvimento
do mesmo como um clássico imunógeno para sensibilização
materna ou como alvo para células T MHC-citotóxicas.
Certos produtos das células imunes, no entanto, têm
efeitos tóxicos para os tecidos fetais, se presentes durante
intervalos específicos do desenvolvimento. Por exemplo,
a expressão de antígenos MHC classe I pode ser induzida
pelo intérferon gama (gama-INF). Teoricamente, a secreção
de INF pelos linfócitos T no endométrio de algumas
mulheres poderia induzir a expressão de antígenos
MHC classe I, permitindo um ataque de linfócitos citotóxicos,
que culminaria em aborto. Fator estimulante de colônias
de Granulócitos e Macrófagos (GM-CSF), que está
presente em sobrenadantes de suspensão de células
deciduais, melhora o crescimento trofoblástico e previne
a reabsorção fetal espontânea, ao passo que,
injeções de Fator de necrose tumoral (TNF) aumenta,
dramaticamente, a porcentagem de reabsorção fetal
em modelos animais.
Alguns investigadores encontraram que o soro de mulheres com aborto de repetição inibe o desenvolvimento "in vitro" de embriões de rato, e que um fator bloqueador derivado de linfócito, induzido pela progesterona, tem um efeito anti-abortivo.
Outros investigadores têm reservas quanto a esses conceitos:
Uma variedade de regimes de imunização têm sido utilizados para tratar abortadoras de repetição sem muita distinção de causas. Há poucos trabalhos prospectivos randomizados. Imunização com linfócitos paternos mostrou taxas de sucesso na gravidez de 50 a 83%; resultados similares foram apresentados usando-se imunoglobulina intra-venosa.
1. PRÉ-CLÍNICO (aumento frustro do hCG sem SG detectável)
2. CLÍNICO (aumento do hCG fora do padrão
com SG detectável)
Gravidez
Bioquímica: 10 a 15% dos ciclos de FIV
Aborto Clínico: 15 a 30% dos ciclos de FIV Causas
Múltiplas:
(Locais e Gerais) Fatores
de risco: Aborto
Recorrente: (menos de 1% das pacientes grávidas)
Fatores preditivos de aborto após o estabelecimento da gravidez |