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Gestações múltiplas são cada vez mais comuns,
principalmente por causa do crescente número de mulheres que recorrem aos
tratamentos de infertilidade. Existem dois tipos de gestações múltiplas:
A de gêmeos univitelinos, ou idênticos, que ocorre quando o óvulo fecundado
pelo mesmo espermatozóide se divide e dá origem a dois ou mais bebês, sempre
do mesmo sexo e muito parecidos; e a dos chamados gêmeos polivitelinos, ou
fraternos, quando mais de um óvulo é fecundado por espermatozóides
diferentes, os bebês gerados compartilham até 50% de informação genética e
podem ou não ser do mesmo sexo e ter ou não o mesmo fator sanguíneo.
A gestação múltipla é considerada de risco e requer vários cuidados, pois o
organismo feminino está preparado para receber apenas um bebê por gestação.
O peso extra exige mais dos ossos e articulações e boa parte dele deve ser
adquirido até o sétimo mês de gestação, pois a gestante de múltiplos terá
dificuldade em se alimentar nos últimos meses da gravidez. As consultas
durante o pré-natal precisam ocorrer com maior freqüência para que o
obstetra possa realizar exames e assegurar que está tudo bem com a mãe e os
bebês. Os riscos de a mãe desenvolver pressão alta e diabetes gestacional
são maiores e os sintomas da gravidez (náuseas, cansaço e indisposição
matinal) também são mais acentuados. A cada bebê a mais dentro do útero o
período gestacional diminui cerca de 3 semanas e geralmente os bebês nascem
menores que o normal. A barriga de uma gestante de apenas um bebê de 8 meses
tem o mesmo tamanho da barriga de uma gestante de trigêmeos de 5 meses.
Mas como tudo na gestação de múltiplos acaba se multiplicando, com certeza
você terá motivos extras para comemorar, afinal as doses de alegria que você
vai ter ao ver seus bebês sorrindo e crescendo saudáveis serão multiplicadas
por dois, por três, por quatro... (melhor parar por aqui!) |