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A
principal teoria que explica como a endometriose começa é a da menstruação
retrógrada, quando o fluxo menstrual vai para as tubas uterinas em direção à
pelve. De acordo com essa teoria, as células endometriais se implantam nos
ovários e em outras áreas da cavidade abdominal. Há fundamentos para essa
tese, pois mulheres com defeitos no sistema genital que não permitem a saída
normal da menstruação possuem mais chances de desenvolver endometriose. No
entanto, o fluxo retrógrado também tem sido encontrado em mulheres que nunca
tiveram a doença.
Outra explicação possível envolve as mudanças súbitas no sistema
imunológico, que é responsável por combater células anormais e bactérias. A
menstruação retrógrada poderia atrapalhar a capacidade do organismo de se
livrar das células endometriais que são lançadas para a cavidade pélvica.
Isso poderia resultar na implantação e no crescimento de tecidos residuais
do endométrio. Estudiosos têm registrado diferenças em várias células e
substâncias químicas associadas ao sistema imunológico em mulheres com
endometriose.
| Mulheres que têm
irmãs ou mãe com a doença têm chances maiores de desenvolvê-la.
Portanto, também há fatores genéticos envolvidos. Se esses fatores
estão relacionados a mudanças no sistema imunológico, isso ainda não
se sabe. Apesar de décadas de pesquisas, as razões que levam algumas
mulheres a terem a doença ainda não são totalmente conhecidas.
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Existem alguns sintomas que podem indicar a endometriose. Na próxima
edição deste boletim você vai conhecê-los e saber mais sobre esta doença
tão comum, mas que precisa de cuidados. Aguarde! |