ABC da Fertilidade -
Número 10 – Ano 01
Infertilidade sem causa aparente ou fatores incomuns
 

 

Em cerca de 5 a 10% dos casais que querem ter filhos os exames realizados acusam normalidade. E numa porcentagem ainda maior, apenas pequenas anormalidades como “feridinhas” no útero ou pequenas alterações na contagem dos espermatozóides acabam sendo encontradas.

Medicamentos para indução da ovulação e/ou inseminação intra-uterina têm sido usados empiricamente para tratar a infertilidade sem causa aparente com sucesso limitado. Se não ocorrer a gravidez em três ciclos de tratamento, os casais devem fazer uma reavaliação dos fatores e/ou tentar as técnicas de reprodução assistida (FIV e ICSI).

Os programas de reprodução assistida têm um índice de sucesso de 35 a 55%. O sucesso depende de muitos fatores, especialmente a idade da mulher e os motivos de sua infertilidade. Os casais que tentam três ciclos de FIV têm até 90% de chances de engravidar.

 

FIV – fertilização in Vitro - a mulher recebe drogas indutoras da ovulação para que seus óvulos sejam coletados e levados ao laboratório, enquanto os espermatozóides do parceiro também são coletados e preparados. Os óvulos e espermatozóides são colocados em um meio especial de cultura para que ocorra a fecundação. Se a fertilização for bem sucedida, dará origem a pré-embriões, que serão transferidos para o útero em 48, 72 ou até 120 horas após a fertilização. Após 12 dias é feito um teste de sangue para confirmar a gravidez.

 

ICSI – injeção intra-citoplasmática de espermatozóide – um único espermatozóide é injetado em cada óvulo disponível sob visão de um microscópio especial e através da utilização de microagulhas (micromanipulação dos gametas).