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No período periovulatório,
o canal cervical produz o muco, secreção translúcida semelhante à clara de
ovo, responsável pelo transporte e armazenamento dos espermatozóides no
trato reprodutor feminino. Ao entrar em contato com o muco cervical, os
espermatozóides passam pela fase de maturação, ou seja, tornam-se capazes de
fertilizar o óvulo.
As condições associadas ao canal cervical podem contribuir para a
infertilidade, embora raramente este problema seja a única causa. Para
determinar alguma falha, seu médico pode pedir um teste pós-coito (PCT). A
análise desse material revela a capacidade dos espermatozóides nadarem no
muco.
O teste é feito em laboratório, sem incômodos e leva poucos minutos. Se o
número de espermatozóides se movimentando for muito baixo, pode ser indício
de algum problema ligado à produção destes espermatozóides, à vagina, ao
muco cervical ou problema imunológico. Em alguns casos pode haver a presença
de proteínas (anticorpos) que matam ou imobilizam o espermatozóide. Exames
do muco, do espermatozóide e de sangue podem ser necessários para detectar a
presença dessas proteínas.
Se a qualidade do muco for inadequada, o canal cervical pode não estar
funcionando adequadamente. A explicação mais comum é de que o teste tenha
sido feito no dia errado. Mas também pode haver algum problema ligado a
cirurgias cervicais anteriores.
Problemas cervicais geralmente são tratados com antibióticos, hormônios ou
por inseminação intrauterina. É importante a mulher saber se fez biópsias,
cirurgias, tratamentos com laser ou congelamento, papanicolau anormal ou se
a mãe ingeriu o medicamento DES (dietilestilbestrol) enquanto esteve
grávida, pois estas condições poderem alterar a produção do muco cervical.
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