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Em cerca de 40% dos casais
inférteis, a causa da infertilidade está direta ou indiretamente ligada ao
homem. Várias doenças do sistema reprodutor masculino podem alterar os
parâmetros normais do sêmen ejaculado e impedir a reprodução.
Para verificar se a causa da infertilidade é mesmo devida a um fator
masculino podem ser feitos vários exames, como o espermograma, que é o nome
dado à análise do sêmen ejaculado.
O homem, após ficar 48 horas sem ejacular, colhe uma amostra de seu sêmen no
laboratório ou em casa. Este sêmen é analisado no microscópio para que se
determine a concentração dos espermatozóides, sua motilidade (movimento) e
morfologia (formato).
O espermograma normal
• Concentração: deve ser acima de 20 milhões por mililitro de sêmen
• Motilidade: deve ser acima de 50% de espermatozóides móveis ou 25%
do tipo “A”
(os espermatozóides do tipo “A” são aqueles que possuem um movimento
direcional rápido e linear, como uma “flecha que caminha para o alvo”)
• Morfologia: 14% ou mais de espermatozóides normais, segundo
critérios de Kruger ou 60% ou mais segundo a Organização Mundial de Saúde
• Vitalidade: 75% ou mais de espermatozóides vivos
Entre as doenças masculinas mais importantes causadoras de infertilidade
estão as infecções e suas conseqüências (uretrites, orquites, epididimites e
prostatites), a varicocele (varizes nos testículos) e os problemas
imunológicos. Todas elas podem levar a um maior ou menor grau de
oligoastenospermia (diminuição da concentração e da motilidade dos
espermatozóides) ou mesmo azoospermia (ausência de espermatozóides).
Tratamentos
Infecções: prescrição de antibióticos
Varicocele (presença de varizes no escroto) ou obstrução nos ductos
que conduzem os espermatozóides: correção cirúrgica
Baixa produção ou ausência de espermatozóides: hormônios ou
inseminação intra-uterina. A fertilização in vitro (FIV) e a técnica
de injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI) também
podem ser ótimas alternativas de tratamento.
Alguns casos raros de fatores masculinos podem não responder ao
tratamento. Se isso ocorrer, deve-se discutir a possibilidade de
usar espermatozóides de doadores anônimos ou outras opções.
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Importante: De cada 100
homens, 96 possuem espermatozóides no sêmen ejaculado e 4 não
possuem. Destes, 3 possuem espermatozóides no epidídimo ou
testículo. Somente 1 em cada 100 homens vai precisar recorrer a
Bancos de Sêmen. |
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