FERTILIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO (LABORATÓRIO DE
FIV)
Uma primeira forma de fertilização é a fertilização in vitro convencional (FIV
convencional). Consiste em colocar um óvulo para cada 100 a 150 mil
espermatozóides dentro de um recipiente apropriado feito de plástico inerte
contendo um meio de cultura específico, para que apenas um desses
espermatozóides penetre em cada óvulo disponível. Deste modo, os gametas
masculinos vão procurar fertilizar o óvulo por sua própria "vontade".
Uma outra maneira de fertilização é a injeção intra-citoplasmática do
espermatozóide (ICSI), ou seja, um único espermatozóide será apanhado por
uma microagulha e será injetado dentro de cada óvulo disponível. A injeção
de um único espermatozóide em cada óvulo maduro (em estado de metafase II ou
MII) é feita após a limpeza dos mesmos em meios e soluções especiais.
A fertilização
(presença de 2 pronúcleos) é verificada em microscópio invertido cerca de 18
hs após, tanto na FIV convencional quanto na ICSI.
Os pré-embriões, nessa fase denominados de zigotos, são colocados em cultura
onde serão avaliados quanto ao seu desenvolvimento e clivagem. É desta forma
que determinamos a qualidade embrionária. De maneira geral, os pré-embriões
de boa qualidade são aqueles com uma taxa de crescimento e clivagem
(divisão) normais (duplicam o número de células a cada 24 h, ou seja, em 24
h = 2 células, em 48 h = 4 células, em 72 h = 8 células e assim por diante).
As células são simétricas e há muito pouco acúmulo de fragmentos celulares
no interior de um pré-embrião de excelente qualidade.
Alguns fatores como os meios de cultura, a temperatura e o pH do meio podem
influenciar no bom desenvolvimento e na qualidade dos pré-embriões. Por isso
eles devem ser mantidos em estufas especiais e sob condições também
especiais de temperatura e pH. Devem ser transferidos para o útero materno
tão logo seja possível.